Sight

Gadgets, Sétima Arte, Short Motion, Tecnologia

Sight é um pequeno vídeo que funciona como um exercício imaginativo de uma tecnologia que poderá bem fazer parte do nosso dia-a-dia num futuro não muito distante. Se não acreditam, deem uma vista de olhos no Project Glass da Google e no que a Apple anda a fazer neste campo. Ou então, façam uso da vossa memória, recuem alguns anos e pensem se em 2000 imaginavam que teríamos smartphones, tablets, smart tvs e outros gadgets que são acessíveis à maioria das pessoas neste momento.

Na minha opinião, enquanto tivermos empresas como a Apple, Google, Microsoft, Samsung, Facebook, entre muitas outras, a competir para ganhar clientes com as inovações que colocam no mercado todos os anos, não existem limites para os desenvolvimentos tecnológicos nas próximas décadas.

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Ted

Cinema, Sétima Arte

Quem é fã acérrimo de Family Guy certamente gostará de Ted. Eu gosto da série, mas não é algo que faça questão de seguir de forma incondicional. No cômputo geral, foram pouco mais de noventa minutos, com alguns bons momentos que não conseguiram disfarçar o facto de estarmos a assistir a uma comédia romântica com piadas um pouco mais “hardcore” que o habitual.

Meet the Superhumans

Desporto, Short Motion

O maior evento desportivo do mundo está quase a começar, é já na próxima sexta-feira que arrancam os Jogos Olímpicos de Londres. Quem gosta de desporto espera com entusiasmo esta competição que ocorre de quatro em quatro anos e que se mudou da Ásia (Pequim 2008) para a Europa (Londres 2012) que a viu nascer há mais de dois mil anos atrás.
Passando mais despercebidos, mas de igual ou superior importância, temos também os Jogos Paraolímpicos, que terão início no dia 29 de Agosto e terminarão no dia 09 de Setembro. Esta é uma prova onde pessoas, com uma capacidade superior de suplantaram os seus limites, mostram ao mundo como é possível superar obstáculos que por vezes parecem ser inultrapassáveis. São verdadeiros Super-Humanos.

Bon Iver | Coliseu dos Recreios

Concertos, Música

Algo que sempre me fascinou e fez sair de casa para ir a concertos, festivais, jogos de futebol e outros eventos, onde muitas pessoas vão por paixão, é a energia positiva gerada pela multidão que assiste ao espetáculo. A euforia emanada de cada pessoa eleva muitas vezes o próprio espetáculo a algo quase transcendental. Pode dizer-se que este foi um daqueles concertos em que público e artistas estavam sintonizados na mesma onda e por isso, como Justin Vernon disse, foi uma noite memorável.
Para acabar como Bon Iver: “what might have been lost” se certas pessoas não existissem na nossa vida…

Contos da Montanha – Miguel Torga

Ficção, Livros

Devo à paisagem as poucas alegrias que tive no mundo. Os homens só me deram tristezas. Ou eu nunca os entendi, ou eles nunca me entenderam. Até os mais próximos, os mais amigos, me cravaram na hora própria um espinho envenenado no coração. A terra, com os seus vestidos e as suas pregas, essa foi sempre generosa. É claro que nunca um panorama me interessou como gargarejo. É mesmo um favor que peço ao destino: que me poupe à degradação das habituais paneladas de prosa, a descrever de cor caminhos e florestas. As dobras, e as cores do chão onde firmo os pés, foram sempre no meu espírito coisas sagradas e íntimas como o amor. Falar duma encosta coberta de neve sem ter a alma branca também, retratar uma folha sem tremer como ela, olhar um abismo sem fundura nos olhos, é para mim o mesmo que gostar sem língua, ou cantar sem voz. Vivo a natureza integrado nela. De tal modo, que chego a sentir-me, em certas ocasiões, pedra, orvalho, flor ou nevoeiro. Nenhum outro espectáculo me dá semelhante plenitude e cria no meu espírito um sentido tão acabado do perfeito e do eterno. Bem sei que há gente que encontra o mesmo universo no jogo dum músculo ou na linha dum perfil. Lá está o exemplo de Miguel Angelo a demonstrá-lo. Mas eu, não. Eu declaro aqui a estas fundas e agrestes rugas de Portugal que nunca vi nada mais puro, mais gracioso, mais belo, do que um tufo de relva que fui encontrar um dia no alto das penedias da Calcedónia, no Gerez. Roma, Paris, Florença, Beethoven, Cervantes, Shakespeare… Palavra, que não troco por tudo isso o rasgão mais humilde da tua estamenha, Mãe!”
Miguel Torga, in “Diário (1942)”

O Humanismo do mundo rural retratado em homens e mulheres perdidos entre montes e vales transmontanos.
Venham os Novos!