Pense Globalmente. Actue Localmente

Energia e Alterações Climáticas, Sustentabilidade

Vivemos num mundo globalizado. Numa era onde o que fazemos num cantinho do nosso planeta tem repercussões no recanto oposto. A nível económico, a menor flutuação na estabilidade financeira de um país pode agitar todo o mercado. A nível ambiental ocorre exatamente o mesmo, mas numa dimensão muito menos controlada. O ambiente não tem fronteiras e as consequências do que fazemos numa região não estão confinadas somente a essa região. Por isso, cada vez mais temos que pensar nas consequências globais das nossas ações locais.

Um dos maiores desafios que o ser humano tem que enfrentar num futuro próximo é como arranjar energia barata e sustentável. Vivemos numa sociedade dependente de energia, precisamos dela para quase tudo o que fazemos no nosso dia-a-dia. Agora, imaginem um cenário em que o petróleo, carvão e gás natural são tão caros que não são acessíveis à maioria, ou pior, esgotaram-se. Esqueçam o carro particular, os eletrodomésticos e aparelhos eletrónicos que usam, o acesso à informação e a roupa e comida a baixo preço. Esqueçam o mundo como o conhecem. Esqueçam a qualidade de vida que têm. Imaginem-se a voltar à idade média, pois é isso que vai acontecer a longo prazo se não começarmos a pensar em alternativas.

Mas não é necessário fazer futurismo para imaginar cenários negativos. Já vivemos com as consequências do abuso de combustíveis fósseis. A energia produzida por estes combustíveis acarreta um custo ambiental, provavelmente, demasiado alto para os benefícios que traz. Cada vez que os queimamos, emitimos para a atmosfera neurotoxinas, substâncias carcinogénicas e o famigerado Dióxido de Carbono (CO2). O CO2 é um gás de efeito de estufa. Simplificando muito a questão, este gás faz ao nosso planeta o que o plástico verde faz a uma estufa: aquece-o. E, como disse anteriormente, vivemos num mundo globalizado, daí o Aquecimento ser Global.

As consequências ambientais do Aquecimento Global são imensas e todas elas têm repercussões gravíssimas no dia-a-dia de milhões de pessoas. O nosso planeta tem um conjunto variado de ecossistemas que são complexos e bastante frágeis. A menor alteração de temperatura coloca em risco o balanço ténue desses ecossistemas, bem como milhares de espécies que dependem desse balanço. As extinções têm crescido a um ritmo alucinante nas últimas décadas. O gelo das calotes polares e dos glaciares está a derreter e, consequentemente, o nível médio do mar está a subir. Estudos indicam que em 2050 existirão mais refugiados ambientais do que refugiados de guerra. Um refugiado ambiental é, por exemplo, alguém que tem que sair da sua terra pois esta foi inundada por água do mar. As alterações climáticas são uma realidade e as suas consequências são catastróficas. Vão desde o aumento da frequência de ondas de calor e de frio até à redução das produções agrícolas. Somos 7 mil milhões de pessoas a viver neste pequeno globo. A tendência é de crescimento populacional: em 2050 seremos 9 mil milhões. 9 mil milhões de pessoas que precisam de comer. Com um clima em constante mudança como se pode produzir de forma eficiente alimento para tanta gente?

O cenário é negro, o primeiro passo para superar este desafio é admiti-lo. O segundo passo é que cada um de nós olhe para si e veja o que é realmente importante na nossa vida. Temos que inverter a tendência que existe em TER em vez de SER. O consumismo desenfreado tem que parar. O nosso estilo de vida tem que mudar. Somos seres vivos e, como tal, temos necessidades. Mas necessitaremos mesmo de tudo o que usamos? Precisamos de tanta água? Precisamos de tanta energia? Não existem formas mais sustentáveis de vivermos um dia-a-dia com a qualidade que desejamos?

Cada um de nós tem um papel fundamental na construção de um futuro melhor para a nossa espécie e para todas as outras que partilham este magnifico planeta connosco. Por mais pequeno que pareça, cada passo que damos conta, pois pequenos passos, multiplicados por milhões de pessoas, conduzem a grandes resultados. Ao iniciar um conjunto de artigos sobre este tema, tenho a intenção de dar alguns exemplos de pequenos passos que podemos dar para que o legado deixado aos nossos filhos e netos seja um pouco mais animador.

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