Once Upon a Time in America

Cinema, Sétima Arte

Sergio Leone é um dos meus realizadores preferidos. A sua obra, não sendo muito vasta, é uma das mais importantes, e conhecidas, da história do cinema. A influência do cinema clássico americano é notória em todos os seus filmes (ou não fossem cinco, dos seus sete filmes, westerns), mas o seu toque pessoal criou uma forma de fazer cinema que influenciou dezenas de cineastas, durante e após o término da sua carreira. Os seus filmes são épicos filmados em techniscope, com grande profundidade de campo, e close-ups comuns nos seus anti-heróis. A violência presente em todas as cenas só parece ser atenuada pela música melódica de Ennio Morricone, que compõe para toda a obra do realizador.

Sendo eu fã absoluto de Leone, coloca-se a questão: porque é que ainda não tinha visto Once Upon a Time in America? Como me disseram há pouco tempo atrás, é uma falha imperdoável. E a desculpa é ainda mais condenável, não o tinha visto pois é enorme e sempre que pensava em vê-lo era demovido da ideia ao lembrar-me dos seus 229 minutos.

Com o orgulho ferido por tamanha lacuna na minha cultura cinéfila, peguei no filme e vi-o. A falha era realmente grave. As 3h49 valem por cada minuto. É o canto do cisne de Leone. Um filme em que a vida de dois amigos criminosos, contada ao longo de quatro décadas, se mistura com a história do país onde vivem, os Estados Unidos.

Para acabar com uma citação de Roger Ebert: Once Upon a Time in America is “an epic poem of violence and greed”.

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