A Dangerous Method

Cinema, Sétima Arte


Tenho aproveitado o ciclo Um Ano de Cinema(s), no King, para ver alguns filmes que me tinham escapado. Este ciclo é uma retrospetiva do que a Medeia considerou serem os melhores filmes que estrearam nos seus cinemas em 2012.

A Dangerous Method, filme do visceral David Cronenberg, é uma valente deceção. Não tanto pela qualidade intrínseca do próprio filme, que até não é mau, mas por, à partida, estarem reunidas as condições para mais um excelente trabalho do realizador canadiano.

A história, envolvendo Sigmund Freud e Carl Jung, fundadores de escolas de pensamento distintas no ramo da psicologia, o elenco, com atores como Viggo Mortensen e Michael Fassbender e um realizador que tem como imagem de marca a forma provocadora, analítica e extremamente gráfica como trata os temas por si escolhidos, eram ingredientes suficientes para cozinhar um filme de qualidade. Mas a história roça apenas ao de leve no poço profundo de possibilidades que personagens como Jung e Freud lhe concediam. Acaba por ser, nada mais do que uma série de acontecimentos, apresentados de forma cronológica e atinada, que valem pela curiosidade que podem despoletar em pessoas mais interessadas na história da psicologia.

Cronenberg, acabou por não aplicar um método perigoso na conceção deste filme. Não arriscou, fez tudo muito certinho, contrariando o que é costume na sua filmografia, e acabou por produzir algo inócuo e facilmente esquecível.

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