Robert Aldrich

Director's Quote, Sétima Arte

“I don’t think violence on film breeds violence in life. Violence in life breeds violence in films.”

Muita tinta tem corrido sobre a influência de filmes violentos na sociedade. Aldrich inverte a questão. Não será a violência dos filmes, um reflexo do que se passa na vida real?
É, por exemplo, Elephant, de Gus Van Sant, que gera massacres nas escolas? Ou, surgiu este filme apenas como interpretação e análise de um acontecimento real (massacre de Columbine)?

4 thoughts on “Robert Aldrich

    1. Ia (e vou) citar o Oscar Wilde, mas vi que afinal o que ele disse foi: “Life imitates art far more than art imitates Life.”
      Enfim… opiniões…

      1. Acredito mais na riqueza decorrente da vivência dos seres-humanos, naquele que acabará por ser o produto das suas interacções, enquanto catalisador do processo criativo (que culmina na obra de arte). De resto, o processo criativo alimenta-se de quê? Opera no “vazio”? Não, terá de lá haver algo (humano; interacção, riqueza humana) que é a sua génese ou alimento… ou ambos. Em grande parte, para mim, toda e qualquer obra de arte, será sempre – e em grande medida – um espelho (ou reflexo) da vida em si mesma (pelo menos daquela que habita o artista seu autor).

        Da vida imita a arte: o que se subtrai da arte e a ressonância que tem em nós está estritamente dependente daquilo que já somos (a tentar fugir à terminologia técnica tb conhecida por “psychology crap”). Se há quem veja um filme (vamos assumir) cuja trama apresenta um suicida, e que consuma o seu próprio suicídio, há quem, perante o mesmo filme, se mobilize no sentido oposto. Ora, para mim, voltamos ao ponto de partida, e que sumario recorrendo à tua última frase (da qual substituiria o ponto de interrogação por um ponto final).

        [sem tempo para discorrer com maior clareza sobre o assunto – sobretudo este último parágrafo -, e, apesar de ter dito que queria fugir ao palavreado (e seus derivados) técnico, deixo-te apenas uma frase subtraída de um perfil FB de um grupo de investigação dos dois grandes vultos do estudo da vinculação: John Bowlby & Mary Ainsworth:
        “Individual development reflects a mosaic of ontogenetic trajectories.” que, bem vistas as coisas, pode servir para “dar uma no cravo e outra na ferradura”.😀 Neste mosaico, podes muito bem incluir a “arte”, mas, como a arte, já reflecte a vida, estaremos a adensar a influência da vida, no processo criativo e no seu produto.]

        Os meus parêntesis conseguem ser maiores do que os meus parágrafos! [raios…!]

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