Looper

Cinema, Sétima Arte

Looper é o terceiro filme de Rian Johnson. E só não digo que o realizador fez um hattrick brilhante, pois apesar de ter gostado de The Brothers Bloom não considero que esteja ao nível de Looper e Brick.

No mar de possibilidades que são as opções disponíveis num filme sci-fi, Johnson escolheu logo uma das mais tramadas – as viagens no tempo. A dificuldade prende-se com a natureza paradoxal do tema. É muito fácil, num filme destes, deixar um conjunto enorme de pontas soltas que retiram credibilidade ao argumento. Mas Looper resolveu de forma prática mas engenhosa os possíveis conflitos que poderiam surgir no argumento.

Sem querer revelar muito sobre a história, posso dizer que premissa é simples mas bem pensada.  Tudo se passa num futuro não muito distante. Em 2044, vive-se num mundo que não difere muito do que vivemos neste momento. Aliás tirando um ou outro apontamento tecnológico a história poderia bem ser já na próxima década. O que se assiste aqui é a uma degradação social, onde cada vez mais se notam as diferenças entre classes, sendo que os sem-abrigo representam uma parte substancial da população daquele futuro (atendendo à situação atual que vivemos, alguém dúvida desta possibilidade?).

Com este cenário de fundo, existe uma nova horda de criminosos chamados loopers. Os loopers são assassinos que liquidam pessoas de um futuro não muito distante. No ano de 2074 as viagens no tempo foram inventadas e banidas logo de seguida, sendo apenas utilizadas pela máfia com o objetivo de matar alguém sem deixar vestígio. Por isso, os alvos são enviados para o passado e eliminados pelos loopers. Chama-se fechar um loop quando o looper mata o seu eu futuro.

Joseph Gordon-Levitt, transfigurado num jovem Bruce Willis, é Joe, o looper cujo seu eu futuro não tem a mínima vontade de morrer às suas mãos. O confronto entre os dois, lança a ação que nos leva uma viagem alucinante e cheia de reviravoltas que culminam num fim para mais tarde recordar.

Vou repetir o que tenho afirmado, nos últimos tempos, sobre filmes de ficção-científica – é difícil fazer algo neste género que seja relevante e resulte. Como prova disso temos as dezenas de filmes deste género que saem todos os anos e a quantidade reduzida que nos fica na memória. Olho para trás, para a última meia dúzia de anos, e apenas me ocorrem quatro ou cinco títulos como Moon, District 9, Children of Men, Inception e, vá lá, o Avatar. Esta conversa toda para dizer algo simples, Looper é um excelente filme e juntar-se-á à lista dos filmes que mencionei previamente.

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