Lawless

Cinema, Sétima Arte

Expetativas são defraudadas com frequência. Principalmente quando se tem a ingenuidade de assumir que um conjunto de pressupostos garantem um resultado de qualidade. Um elenco que conta com Gary Oldman, Jessica Chastain e Guy Pearce, conduzido por um realizador que demonstrou o seu talento nos seus dois últimos filmes (The Proposition e The Road) e um argumento com potencial, foram pretextos suficientes para criar esperanças num bom produto final. Mas Lawless, não sendo um filme terrível, acaba por passar completamente ao lado do que poderia ter sido.

A história é uma bala disparada que segue o seu caminho linear acertando num alvo onde não deixa grande mossa. A força das cenas violentas contrasta com a fraqueza da criatividade do argumento. Não existe qualquer desenvolvimento de personagens. São estereótipos de personagens típicas daquela época. São rabiscos unidimensionais que não evoluem. Existe o gangster implacável, o polícia corrupto, a femme fatale e a violência indomável dos cowboys (o filme passa-se nos anos 30 do século passado, mas os três irmãos são três autênticos cowboys), tudo misturado numa amálgama inconsequente de clichés.

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