The Black Keys | Pavilhão Atlântico

Concertos, Música, Músicas

@Rita Carmo/Espanta Espíritos

Eletrizante. Esta é a palavra que me ocorre em primeiro lugar quando penso na experiência que foi ver The Black Keys ao vivo.

O dedilhar de Dan Auerbach na guitarra deveria ser considerado uma fonte de energia alternativa. Cada toque nas cordas equivale a centenas de Watts libertados.

A potência elétrica da música é convertida em energia que sai diretamente dos instrumentos e faz estremecer cada centímetro cúbico do nosso corpo, fazendo-o ganhar uma vontade primária e incontrolável de seguir a cadência sonora que lhe chega.

Com uma boa banda a abrir, casa quase cheia e a estreia da dupla Dan Auerbach e Patrick Carney em solo português, as expetativas estavam ao rubro nesta noite fria e chuvosa de Outono.

Felizmente o ambiente no concerto não esteve em consonância com o ambiente vivido na rua. Apesar de ter começado mal, com uma primeira música (e logo Howlin’ For You) em que o microfone estava desligado, cedo a dupla americana agarrou o espetáculo pelos cornos e ofereceu ao público uma boa noite musical.

Continuo a achar que a escolha do local poderia ter sido melhor (acústica terrível) mas compreendo que, com a quantidade de gente encantada com a Lonely Boy, tenha surgido a necessidade de um espaço de grandes dimensões. Fica a perder quem realmente aprecia The Black Keys e gostaria de os ver num local que fizesse justiça à sua qualidade.

4 thoughts on “The Black Keys | Pavilhão Atlântico

  1. Totalmente de acordo em relação ao local, acústica má, não se compara a um coliseu ou até mesmo ao campo pequeno, mereciamos melhor para aproveitar os electrizantes riffs da guitarra de Auerbach!
    O concerto foi muita bom. A parte da bola de espelhos foi genial, deu um efeito ao pavilhão único. Estava à espera de um concerto um pouco mais longo, achei o encore de duas músicas pequeno! mas valeu a pena na mesma, ficará para sempre guardado na minha memoria aquela hora e meia!

  2. Foi genial. Havia muito tempo que não ficava a sentir as vibrações de um bom concerto de rock pelos dias fora. Estes espetáculos são um autêntico refrigério. E resultam melhor que doses cavalares de Prozac.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s