Amour

Cinema, Sétima Arte

amour_2012_Emmannuelle_Riva

Amar não é fácil. Ou melhor dizendo, manter o amor vivo ao longo de um relacionamento é algo que necessita de um enorme esforço de parte a parte.  Passada a primeira fase, os primeiros momentos enquanto casal, em que tudo na outra pessoa nos encanta, somos confrontados com um ser humano real que, como todos os seres humanos reais, tem defeitos, medos e idiossincrasias que fazem de cada pessoa o ser sem igual que todos procuramos, mas que depois temos problemas em lidar.

O passar do tempo, a rotina, as divergências e as contrariedades do dia-a-dia começam então a desgastar algo que caso não seja suficientemente forte tem tendência a morrer.

Amour conta-nos a história de um casal de octogenários que provavelmente viveu todas estas incertezas no seu relacionamento e as ultrapassou, mas que tem ainda que enfrentar uma última e inevitável contenda – a aproximação da morte.

Michael Haneke filma este profundo e emocional drama à sua maneira, com simplicidade, crueza e uma honestidade implacável, entregando-nos assim aquele que, se não for o melhor, é certamente um dos marcos cinematográficos de 2012.

3 thoughts on “Amour

  1. Um murro no estômago, ou seja lá onde for que nos deixe para sempre marcados. Poucos filmes foram capazes de me deixar tão … sei lá… ainda estou sem palavras.

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