The Hobbit: An Unexpected Journey

Cinema, Sétima Arte

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É difícil ser Hobbit. Não o ser fantasioso saído da imaginação de Tolkien, mas o filme criado por Peter Jackson. Esta viagem, tão inesperada como serem necessários três filmes para a contar, sofrerá sempre com a comparação inevitável com Lord of The Rings.

A primeira trilogia de Jackson, lançada no inicio da década passada, foi um marco no cinema fantástico e uma inspiração para tudo o que se fez depois neste género. Os anos passaram e as cópias sucederam-se. E, infelizmente, The Hobbit: An Unexpected Journey parece mais uma das imitações de menor qualidade do seu irmão mais velho.

Os ingredientes continuam lá todos. O extraordinário elenco, os valores de produção, a Terra média e os seus seres e locais maravilhosos. Mas há qualquer coisa que falha e os ingredientes, apesar de serem os mesmos, não produzem o mesmo efeito. Sente-se que a história é esticada ao máximo, não existe desenvolvimento suficiente de personagens para fazer com que gostássemos delas como gostávamos de Frodo, Sam, Aragorn e companhia, e assim acabamos por ter mais um filme interessante para ver num domingo à tarde, se não estiver a dar nada melhor noutro canal. Enfim, que bom que teria sido se o dinheiro não falasse mais alto e tivessem feito apenas um filme, mas simples, mais direto e mais honesto para com o material original…

2 thoughts on “The Hobbit: An Unexpected Journey

  1. Acho que só vou fazer uma avaliação mais “séria” deste filme depois de ver os dois seguintes. E isso se calhar já é parte da avaliação, pois é o assumir que ele valerá sobretudo como uma primeira parte de um todo.

    Fui vê-lo preparado para o pior, logo não saí desiludido. É verdade que não inova, e talvez esse seja o seu maior defeito. Mas um filme deve sempre inovar sobre os precedentes? É como dizer “este bacalhau à braz é exactamente tão bom como o melhor que já comi, por isso estou desiludido”. Acho que em determinadas coisas (sobretudo em séries), manter a uniformidade do padrão é o mais importante.

    Eu sou fã de Tolkien, e percebo um pouco o Peter Jackson, que preferiu manter-nos no universo conhecido, que se tornou a imagem oficial da Terra Média (venham quantas adaptações vierem, estas serão sempre as canónicas), e portanto a sua opção foi solidificá-la. Se calhar se os 6 filmes saíssem todos seguidos ninguém criticava. Assim a diferença de tempo faz-nos ser mais críticos.

    Não concordei muito com a opção de 3 filmes, mas penso que o PJ se “safou bem”, e não me sinto num filme demasiado esticado. E se isso me permite mais tempo a ver a Terra Média, já fico contente… mas isso sou eu claro.🙂

  2. Também sou fã de Tolkien e adorei a ideia de Peter Jackson voltar à Terra Média. Aliás, julgo que o potencial do universo criado pelo escritor britânico não se extingue nas adaptações das suas obras. Quem sabe se num futuro não muito distante teremos uma série… ai sim teríamos todo o tempo para explorar o mundo de personagens e locais extraordinários da Terra Média.

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