Silver Linings Playbook

Cinema, Sétima Arte

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É curioso como, por vezes, alguns filmes surgem do nada e conquistam tudo o que os rodeia. É o caso de Silver Linings Playbook, um filme que não me recordo de ver em nenhuma lista dos mais desejados filmes a ver em 2012 e que no entanto, a partir do fim do verão, criou um alarido tão grande à sua volta que conseguiu a proeza de ser nomeado para o Oscar de melhor filme.

Esta nomeação não me surpreende. E, infelizmente, não é por ter visto o filme e achar que a merece, é por já estar habituado ao típico juízo da academia. Neste momento podem ser escolhidos DEZ filmes para o melhor filme do ano. Não acho o número muito elevado, felizmente ainda existe muito bom filme a ser produzido por este mundo fora. Mas o aumento de filmes nomeados não serviu para premiar o admirável cinema do mundo, serviu antes para promover mais alguns filmes americanos. Atualmente, olhamos para os nomeados e parece que há lugar para tudo. Temos o filme estrangeiro (figas para que ganhe), o filme independente, o Blockbuster e até o Feel Good Movie.

E é de um Feel Good Movie que Silver Linings Playbook se trata. E, não obstante tudo o que disse anteriormente, dentro deste tipo de filme, estamos perante uma obra de qualidade. A comédia romântica está lá, o Boy meet Girl and Falls in Love também, os clichés típicos preenchem cada cena, mas depois há qualquer coisa que o faz subir um nível em relação ao que estamos habituados. O elenco é espetacular (quatro nomeações para os atores), a realização é boa e a história, sem ser original, consegue inovar e tocar nalguns pontos interessantes como a polaridade e a forma como lidamos com a mudança na nossa vida.

Ao assistir ao filme, sabia que estava a ver um êxito de bilheteira. Os tempos são negros e as pessoas gostam e querem ver coisas que lhes deem esperança, que sirvam de escape à realidade dura que vivem. Como o próprio protagonista fez, muito boa gente quer atirar pela janela fora os Ernest Hemingways que lhes dão finais infelizes. Pessoalmente, gosto de escapar à realidade de vez em quando, mas jamais trocarei Amour por um Silver Linings Playbook.

2 thoughts on “Silver Linings Playbook

  1. Ando finalmente a pôr 2012 em dia, que isto de ver filmes antigos tem a capacidade de nos roubar tempo para os actuais. Este Silver Linings Playbook, é como dizes, uma comédia romântica que não foge aos clichès do género, apresentando as soluções narrativas mais esperadas. Tem duas nuances positivas, o elenco, e o tom por vezes negro com que a situação é apresentada. Mas de resto, eu aceito a premissa, e acho que uns finais felizes de vez em quando são bem vindos.

  2. Não mencionei o tom negro do filme no comentário que fiz, mas concordo totalmente e acho que é o que, de certa forma, o distingue de outras incursões neste género.

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