The Man from Nowhere (Ajeossi)

Cinema, Sétima Arte

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É impressionante a quantidade de bons filmes que nos últimos anos chegam até nós vindos da Coreia do Sul. Realizadores como Chan-wook Park (Oldboy), Jee-woon Kim (A Tale of Two Sisters), Joon-ho Bong (The Host) e Ki-duk Kim (Spring, Summer, Fall, Winter… and Spring) são exemplos de uma produção constante de cinema de qualidade.

Hoje em dia é normal olharmos para uma lista de filmes nomeados nos melhores festivais de cinema do mundo e vermos sempre representação deste país. Este bom cinema asiático soube ir buscar o que de melhor se faz no ocidente, mas sem nunca perder as características e marcas da cultura asiática que tão bem o distinguem.

The Man from Nowhere é o segundo filme de Jeong-beom Lee e, sem ter visto o primeiro, arrisco-me a dizer que estamos perante mais um nome a acrescentar à lista de realizadores a seguir com atenção.

O tema da vingança, constantemente presente nestas filmografias, é a força motriz da história, movendo-a para a frente e gerando as cenas estilizadas, violentas e tensas que tão bem caracterizam a ação destes filmes.

Assim, no que toca a obras deste género, estamos sem dúvida perante um excelente exemplar do que de melhor se faz por terras Sul-Coreanas.

Escape from New York

Cinema, Sétima Arte

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Gosto de filmes distópicos. Colocar personagens em mundos futuros onde tudo correu mal é um exercício à imaginação que gosto de ver aplicado, seja em filmes ou livros. É uma oportunidade de colocar pessoas em situações extremas e ver (inventar) como reagem. Quando encontramos filmes como este, o tipo de personagem que surge é quase sempre o mesmo – o anti-herói. E que bom anti-herói dá Kurt Russel. Tão bom que inspirou uma série de personagens conhecidas, sendo o Snake do Metal Gear a mais conhecida.

Mas Carpenter não vale apenas pela sua capacidade de criar icónicas e memoráveis personagens. A atmosfera criada, a banda-sonora e a sátira social inerente a uma história deste género são também qualidades de um filme de ação típico dos anos 80, que deixou raízes profundas no género.

Django Unchained

Cinema, Sétima Arte

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Para além de Tarantino, quem mais poderia ter criado e realizado este filme? Atrevo-me a dizer que ninguém. Acho interessante quando dizem que os seus filmes não são mais que explorações exponenciadas de géneros, e cortes e colagens de filmes que o influenciaram. Como se fosse fácil fazer o que ele faz. É tão fácil que vinte anos depois de ter começado ainda não existe uma única pessoa que tenha conseguido reproduzir a qualidade do seu trabalho. O que Tarantino faz é inigualável, ainda para mais tendo em conta que parte das tais colagens a outros filmes, o que torna o desafio ainda maior.

Django Unchained é a segunda incursão do realizador pela história alternativa. Em Inglourious Basterds já o tínhamos visto mudar o rumo da história a favor da fação mais vitimizada da Segunda Guerra Mundial, acabando com nazis de forma magistral, vingativa e cinematográfica. Agora, voltamos a um assunto tabu, com um escravo que anseia também ele por vingança.

Tarantino pegou no Western spaghetti e transformou-o num Southern. Todas as características deste sub-género estão lá, só que Tarantinizadas e levadas ao extremo. Como disse, ninguém para além de Tarantino teria a coragem de contar uma história como esta desta forma.

Saímos do filme com um sorriso nos lábios e a satisfação de termos assistido a algo único e brilhante, mas também com a sensação que ninguém se diverte mais com estes filmes do que a própria pessoa que os cria.

Insidious

Cinema, Sétima Arte

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James Wan, o realizador de Saw, é um jovem com uma grande apetência para o terror. Na década passada conseguiu fazer um dos melhores filmes deste género. Apesar de ter iniciado uma longa e rançosa saga que já vai na sexta sequela, não podemos retirar o mérito de trazer algum ar fresco ao terror.

Mas se Saw trouxe ar fresco, Insidious é uma colagem de vários filmes como Poltergeist, The Nightmare on Elm Street e Sixth Sense. O primeiro terço do filme tem uma atmosfera assustadora e misteriosa que poucos conseguem criar, mas depois começamos a entrar numa esquema de “onde é que eu já vi isto” e essa atmosfera é transformada em lugares comuns, e lugares comuns não assustam, aborrecem.

Tivesse Insidious conseguido manter o que começou por fazer e estaríamos novamente perante um grande filme de Wan. Infelizmente não foi o caso.