Jean de Florette

Cinema, Sétima Arte

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Desde tenra idade que me recordo de conversas sobre disputas causadas pela água. É um tema que provavelmente acompanha o Homem desde que este decidiu dedicar-se à agricultura. Não me lembro de se falar em mortes, mais sei que existiram ameaças, cenas de pancadaria e relações cortadas até à morte. A escassez de água e o número de pessoas que muitas vezes depende da mesma fonte, poço ou tanque são elementos incendiários em zonas rurais, onde o pão de cada dia é colhido do que a terra dá.

Jean de Florete pega neste tema de forma sublime e transporta-nos para a dura vida no Sul de França do primeiro quarto do século XX. Acompanhamos a mudança de vida da cidade para o campo de um jovem casal e da sua filha. Uma familia que persegue um sonho, viver de forma simples e honesta do que o campo tem para oferecer.

Suportada por desempenhos magistrais de Gérard Depardieu, Yves Montand e Daniel Auteuil, temos em mãos uma história épica de sobrevivência e tenacidade. A luta de um homem bom que não sabe que os maiores obstáculos que irá encontrar na sua epopeia rural não são o clima ou a dureza das terras, mas sim a crueldade e ganância de outros homens.

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