Keep Walking (2) – Geocaching na Gulbenkian

Ar Livre, Caminhadas, Geocaching
1

Green Wave

2

3

A Certain Shade Of Green

4

Geocache (a segunda de três)

No post da minha anterior caminhada falei de uma das minhas referências em Lisboa: Monsanto. Agora falo de outro local que me diz muito nesta cidade. O Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian é um mar de tranquilidade no meio da agitação urbana. Passamos a porta de entrada e entramos num mundo diferente. O ruído dos carros é abafado pelas frondosas árvores que rodeiam o Jardim, os pássaros cantam, ouve-se a água a correr e a sombra das árvores é porto seguro para quem caminha pela cidade.

Almocei no sitio do costume e a seguir, para ajudar à digestão, caminhei quase três quilómetros à procura das famosas caixinhas que tanto terreno me têm feito calcorrear. Encontrei duas em quatro procuradas e ainda deu tempo para me deitar na relva e apreciar a tranquilidade de um dos meus sítios preferidos.

MapaDados

As Caches:

1. Quartel-General / Palácio Vilalva – GC4A7R4

2. Igreja de São Sebastião da Pedreira – GC3TZVQ

Keep Walking (1) – Monsanto

Ar Livre, Caminhadas
1

Road to Nowhere

2

Over the Bridge

3

Reflections

Quantas capitais tem uma floresta no meio da cidade com Lisboa tem? Monsanto é uma dádiva para os habitantes da capital portuguesa. Uma bênção que muitos ignoram, mas que felizmente muitos aproveitam.

Os 900 hectares de mata diversificada são cenário ideal para quem gosta de estar no meio da Natureza, mas não tem tempo para sair da cidade.

Vivi a uns meros 500 metros de Monsanto e aproveitei bastante o tempo que lá tive. Os caminhos para andar de bicicleta ou a pé são inúmeros e é fácil esquecermos-nos que estamos rodeados, num raio de poucos quilómetros, por aproximadamente dois milhões de pessoas.

Nesta tarde de domingo primaveril, aproveitei o bom tempo para um pequeno passeio. Foi bom para exercitar as pernas e para matar saudades de locais por onde já tinha passado algumas vezes.

Monsanto é um local que, enquanto viver em Lisboa, irei ter sempre como referência, e de certeza que outros passeios se seguirão a este.

 

Caminhada Monsanto I

Caminhada Monsanto I - Dados

Killing Them Softly

Cinema, Sétima Arte

nocanvas_o-filme-18-yas-siniri-geldi-e3yky

Pode muito bem criticar-se a forma como a mensagem é passada neste filme de Andrew Dominik. Houve muita gente a falar da falta de ação e do excesso de cinismo de Killing Them Softly. Para mim a mensagem chegou e foi bastante clara e crua e pode resumir-se ao último diálogo do filme.

Barack Obama (on TV): …to reclaim the American dream and reaffirm that fundamental truth, that, out of many, we are one…

Driver: You hear that line? Line’s for you.

Jackie Cogan: Don’t make me laugh. One people. It’s a myth created by Thomas Jefferson.

Driver: Oh, so now you’re going to have a go at Jefferson, huh?

Jackie Cogan: My friend, Thomas Jefferson is an American saint because he wrote the words ‘All men are created equal’, words he clearly didn’t believe since he allowed his own children to live in slavery. He’s a rich white snob who’s sick of paying taxes to the Brits. So, yeah, he writes some lovely words and aroused the rabble and they went and died for those words while he sat back and drank his wine and fucked his slave girl. This guy wants to tell me we’re living in a community? Don’t make me laugh. I’m living in America, and in America you’re on your own. America’s not a country. It’s just a business. Now fuckin’ pay me.

Fica uma questão no ar: qual a diferença entre gangsters e capitalistas?

El espíritu de la colmena

Cinema, Sétima Arte

The-Spirit_05

El espíritu de la colmena é considerado por muitos como uma das maiores obras-primas do cinema espanhol. Consigo perceber porquê, a forma alegórica como é feito, intersectando de forma perfeita a realidade com a fantasia, catapulta-nos automaticamente para a  nossa infância e para a vulnerabilidade que sentíamos naquela altura. Tudo o que fazíamos era pela primeira vez, tudo era novidade, e a cada canto espreitava um mundo que parecia querer engolir-nos. Foi essa a viagem que fiz durante todo o filme, foram esses os sentimentos despoletados em mim.

É preciso muita sensibilidade para captar estes sentimentos e Víctor Erice consegue fazê-lo de forma sublime. Mas acredito que, caso não tivéssemos perante um dos melhores desempenhos infantis de sempre, a magia sentida não seria a mesma. Ana Torrent tem aqui o papel de uma vida e entrega-nos algo tão puro e brilhante que ficará para sempre registado na nossa memória.

The Old Man and the Sea

Cinema, Sétima Arte, Short Motion

old-man-and-the-sea

Excelente curta-metragem baseada na obra homónima de Ernest Hemingway. O exímio trabalho do animador russo Aleksandr Petrov valeu-lhe o Oscar de Melhor Curta-metragem de 1999. Importante também mencionar a original técnica de animação utilizada neste filme, pintando a óleo em vidro. Esta forma de animar constitui um elemento inovador que confere uma atmosfera quase onírica  e uma poesia visual a toda a história.

Batman: The Man Who Laughs

Banda-desenhada, Livros

batman-the-man-who-laughs-page-10

Depois de Year One, comecei outro Essencial do Batman. Como estou numa onda de origens, decidi ir para Batman: The Man Who Laughs, um livro mais recente (2005) mas  que dá seguimento à história de Year One. Desta feita, somos presenteados com a primeira aparição de uma das personagens mais icónicas da série: o Joker.

Neste livro, Ed Brubaker capta a loucura e sociopatia totalmente aleatória que faz de Joker um dos melhores vilões de sempre. Numa história que funciona como a sua origem, o Joker aparece em Gotham City com o único objetivo de causar pânico aos mais ricos da cidade. Um a um, vai exterminando as suas vitimas até chegar a Bruce Wayne. O embate é inevitável e herói e vilão acabam por confrontar-se pela primeira vez.

Para além do espetacular trabalho gráfico, o que mais gostei foi o caos instalado por uma personagem que é a personificação da loucura, e  também do sentimento de culpa que Batman tem em relação ao aparecimento de tão vil criminoso. A questão fica no ar: não aparecerão vilões como Joker devido à existência de super-heróis como Batman?

Batman: Year One

Banda-desenhada, Livros

BatmanYearOne_08

Resolvi voltar às banda-desenhadas e reentrei no universo da 9ª Arte com o excelente Batman: Year One, de Frank Miller. Sempre gostei desta personagem e quis começar a mergulhar no seu mundo com um livro que é considerado por muitos como um dos melhores deste super-herói.

Frank Miller conseguiu revitalizar a saga do homem morcego e tornar a sua história muito mais crua, negra e realista. Folha a folha, vamos nos apercebendo que estamos a lidar com personagens que podiam muito bem habitar o mundo real. É esta ruptura com as banda-desenhadas anteriores (e com uma série televisiva dos anos 60, que arruinou toda a credibilidade do homem morcego) que torna Batman: Year One uma experiência de leitura bastante gratificante e a referência que é hoje em dia.