No

Cinema, Sétima Arte

no

Sinopse: Em 1988, devido à pressão internacional, o ditador militar chileno Augusto Pinochet foi forçado a convocar um referendo sobre a sua presidência.O país votaria SIM ou NÃO sobre se Pinochet deveria ou não governar por mais oito anos.
Os líderes da oposição, juntos pelo não, persuadiram um jovem e impertinente publicitário, René Saavedra, a liderar a sua campanha. Contra todas as expectativas, com escassos recursos e sob o escrutínio dos esbirros do déspota, Saavedra e a sua equipa criaram um plano audacioso para ganhar a eleição e libertar o Chile.

Sim e Não. Parecem respostas simples a uma questão fechada, mas cada uma destas possíveis respostas representa uma diferença abismal para o futuro de toda a população de um país. O país em questão é o Chile, e questão é sobre se as pessoas do Chile querem a continuação do ditador Augusto Pinochet ou a tão desejada mudança.

O referendo é feito devido à pressão externa internacional e a resposta deveria ser imediata. Um Não. Mas cedo se verifica que, num país onde o medo impera e a liberdade é praticamente inexistente, o Sim tem muito mais probabilidades de vencer. O sistema é controlado pelo poder instalado, que tudo fará para não o perder.

É neste ponto que entra René Saavedra, o excelente Gael García Bernal, um publicitário que é contratado pela campanha do Não para a tornar mais apelativa ao público. Saavedra estudou no estrangeiro e traz para a campanha todos os truques aprendidos em países onde a publicidade é uma “ciência” dominante e o motor da economia consumista. Estes truques não caiem bem aos defensores do Não, que querem mostrar ao país os terrores da ditadura, mas logo se mostram eficazes.

No é um filme muito interessante por razões diversas. Primeiro mostra-nos uma das partes mais significativas da história de um país, e fá-lo de forma rigorosa e genuína. Depois pela abordagem que faz à publicidade. É curioso ver a propaganda a funcionar, a forma como a imagem certa no momento certo muda (manipula!) completamente a opinião das pessoas. Podia ser novidade no Chile daquela altura, mas antes, e principalmente depois, a publicidade fundiu-se com a política e hoje em dia esta não consegue viver sem ela. Um político é nada mais, nada menos do que um publicitário de demagogias.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s