Shock Corridor

Cinema, Sétima Arte

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Samuel Fuller tinha uma forma muito particular de fazer cinema. Quem conhece a sua obra sabe que nunca teve grandes orçamentos ao seu dispor, mas com o pouco que tinha conseguiu criar um estilo muito próprio, pejado de cenas dramáticas, violentas e memoráveis. É um cinema cru, directo, sem muitos floreados mas que possui sempre muito conteúdo do ponto de vista da crítica social. Aliás, esta crítica social é talvez a maior constante ao longo da sua filmografia.

Shock Corridor não foge à regra do que estamos habituados em Fuller. A história é sobre um repórter que quer escrever o artigo da sua vida. Para isso faz-se passar por alguém com perturbações mentais para ser internando num manicómio onde houve um homicídio de um dos pacientes. A investigação começa pelos três testemunhas loucos, que presenciaram o assassinato. É aqui que Fuller aproveita para fazer a crítica social que tanto o caracteriza. Cada um dos loucos partilha a sua história com o repórter e cada história está relacionada com um tema “quente” dos anos 60 – o comunismo, o racismo, e as armas de destruição maciça.

Com o avançar da narrativa, Fuller começa a mostrar-nos o quão ténue é a linha que separa a sanidade mental da loucura, pois a sua personagem principal, um homem inteligente e saudável, com um QI de 140, começa realmente a sofrer de perturbações mentais devido ao contacto constante com a insanidade do meio que o rodeia.

Shock Corridor é assim um filme que, apesar de não estar isento de falhas, continua bastante real e relevante para os dias de hoje. Samuel Fuller pode não ter sido aclamado como devia pelo seu trabalho, mas é sem dúvida um dos grandes realizadores Norte-americanos.

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Final Thoughts on Life

Cinequote, Sétima Arte

The question is – have I learned anything about life. Only that human beings are divided into mind and body. The mind embraces all the nobler aspirations, like poetry and philosophy, but the body has all the fun. The important thing, I think, is not to be bitter… if it turns about that there is a god, I don’t think that he is evil, I think that the worse thing you could say is that he is, basically, an under-achiever. After all, there are worse things in life than death. If you’ve ever spent an evening with an insurance salesman, you know what I’m talking about. The key is, to not think of death as an end, but as more of a very effective way to cut down on your expenses. Regarding love, heh, what can you say? It’s not the quantity of your sexual relations that counts. It’s the quality. On the other hand, if the quantity drops below once every eight months, I would definitely look into. Well, that’s about it for me folks. Goodbye.