The Tall T

Cinema, Sétima Arte

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Sinopse: Pat Brennan (Randolph Scott) é um antigo cowboy que decidiu estabelecer-se por conta própria num rancho. Aposta com o seu antigo chefe a possibilidade de ganhar um touro, se conseguir montar o eleito. Perde a aposta e perde o cavalo e, no caminho de regresso ao rancho, a pé, encontra a diligência conduzida pelo seu amigo Ed (Arthur Hunnicutt), que transporta o recente e pouco convincente casal formado por Doretta (Maureen O’Sullivan), filha de um rico fazendeiro, e o antipático e elegante Willard (John Hubbard). Pelo caminho, um grupo de bandidos atacará a diligência.

Tudo neste filme me faz regressar a uma parte da minha infância. Desde pequeno que gosto de aventuras, tanto no cinema como na vida. Numa quente tarde de verão, não tinha eu mais de dez anos, resolvi sair de casa em busca da sorte. Sabia que uma casa, onde o meu avô viveu largos anos, estava abandonada e tinha ouvido os meus pais dizerem que o meu avô tinha lá deixado quase todos os seus pertences. Entrei nessa casa e encontrei um poeirento baú repleto de livrinhos, que depois descobri serem do meu tio. Alguns eram de ficção científica, mas a grande maioria eram livros de bolso ou bandas-desenhadas de cowboys. Andei anos e anos a fio a lê-los. As histórias eram pequenas mas exerciam um enorme fascínio mim. A descoberta do faroeste com as suas montanhas misteriosas e planícies inóspitas, os índios hostis, os cowboys heroicos, os duelos e os enredos sempre com uma lição de moral, sempre com o bem a vencer sobre o mal.

Talvez por isso, e posteriormente pelas dezenas de filmes vistos com esse mesmo tio, tenha desenvolvido o meu gosto por Westerns, sejam eles clássicos americanos ou subversões italianas.

Mas nenhum Western me faz viajar no tempo como os Westerns de Budd Boetticher, e este The Tall T não é exceção. A cor, a história, a moral e Randolph Scott, sempre integro e irrepreensível, são ingredientes milagrosos para um filme simples mas executado na perfeição. Obrigado Boetticher por mais uma viagem à minha infância.

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