Stalag 17

Cinema, Sétima Arte

640_Q8uqwDVbL5zpY90YbeSnFQ“Não se brinca com coisas sérias” é um dizer comum que se aplica muitas vezes quando se graceja acerca de temas como a religião, a nação, a doença ou a morte. Não é de bom-tom (o que quer que isso signifique) brincar com certas coisas e quem o faz é considerado leviano e, em circunstâncias em que a liberdade não é a desejável, pode até sofrer consequências severas.

Digo isto pois acabei de ver Stalag 17, do brilhante Billy Wilder, e tenho a certeza que o tal dizer deve ter sido usado imensas vezes, por produtores mais conservadores, antes do filme sair. É que a história desta comédia decorre em plena Segunda Guerra Mundial, num campo de prisioneiros de guerra alemão para americanos. Sabe-se que a quantidade de prisioneiros que morreram foi enorme e que as condições de vida por lá eram miseráveis, mas isso não impediu Wilder de fazer um comédia negra, corrosiva e inteligente sobre a forma como um grupo de homens, sem nada a perder, interage depois de saber que um deles é um delator.

As consequências que Wilder enfrentou por tal atrevimento foram simplesmente uma recepção fenomenal do público e o facto de ter produzido um dos melhores filmes de sempre dentro deste género. Outro dizer conhecido é “quem não arrisca, não petisca”.

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