Pacific Rim

Cinema, Sétima Arte

8178-57460

É curioso examinar a filmografia de Guillermo del Toro, o realizador mexicano, conhecido pela sua paixão por monstros e fantasia. Até hoje, todos os seus filmes habitaram território fantástico e, geralmente, bastante negro. A alternância entre grandes produções americanas e filmes de menor orçamento, em espanhol, tem sido outra das suas imagens de marca, sendo que é nos filmes na sua língua materna que demonstra maior autenticidade e maestria. A comprovar este facto temos El Espinazo del Diablo e El Laberinto del Fauno, excelentes exemplos do que de melhor se pode esperar deste género.

Em Pacific Rim, del Toro volta à carga, cinco anos depois Hellboy II: The Golden Army, assumindo novamente a cadeira de realizador, com um orçamento que foi o maior a que teve acesso. A liberdade orçamental deu assim espaço para produzir uma megalomania repleta de efeitos especiais e cenas de ação inacreditáveis. A nível visual estamos perante algo extraordinário que nos deixa boquiabertos com o avanço que o CGI teve nos últimos anos. Mas há algo que deixa um tanto ou quanto a desejar e que se afasta do âmago do trabalho de del Toro. O mexicano é um contador de histórias exímio, mas parece que com o crescente acesso ao dinheiro descura cada vez mais o poder de uma boa narrativa. Não é tanto que Pacific Rim tenha uma má história (está a anos luz de Transformers nesse campo, para melhor), mas sente-se falta de uma narrativa mais trabalhada e forte, como tão bem o realizador nos tem habituado noutras obras suas.

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