Nosferatu (1922)

Cinema, Sétima Arte

F.W. Murnau

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Blast of Silence

Cinema, Sétima Arte

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Quem é Allen Baron? Foi a pergunta que me surgiu quando descobri Blast of Silence.
Como é possível nunca ter ouvido falar de Allen Baron? Foi a pergunta que fiz depois de o ter visto.

Baron é o argumentista, realizador e protagonista deste magnifico, e não muito conhecido, film-noir.  A história é simples e contada de uma forma bastante direta. Temos um assassino contratado que tem um trabalho para fazer em Nova York, durante o Natal. Frank Bono é um homem solitário, misantropo e focado apenas na sua profissão. Tem aqui apenas mais um contrato e pensa executá-lo de forma metódica e  rápida, como sempre o fez. Mas desta vez as coisas serão diferentes. A quadra natalícia e o reencontro com antigos conhecidos despoletam o que há muito tempo anda a recalcar: os seus sentimentos. E os sentimentos podem ser uma arma perigosa numa profissão onde costumam ser sempre um obstáculo.

Blast of Silence não tem uma história extraordinária ou intérpretes excecionais e a narração constante do que vai acontecendo até pode ser considera excessiva, mas arranca de uma forma espetacular, como há muito não via um filme arrancar, e segue a partir daí com um estilo muito próprio, que pode ser considerado noir, mas que demonstra uma naturalidade muito própria.

Allen Baron pode não ter feito mais nada de relevante no cinema (dedicou-se mais ao pequeno ecrã com séries como Charlie’s Angels e The Love Boat!!) mas a sua incursão pelo cinema valeu por este filme. Sem dúvida uma das melhores surpresas que tive nos últimos tempos.

Pacific Rim

Cinema, Sétima Arte

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É curioso examinar a filmografia de Guillermo del Toro, o realizador mexicano, conhecido pela sua paixão por monstros e fantasia. Até hoje, todos os seus filmes habitaram território fantástico e, geralmente, bastante negro. A alternância entre grandes produções americanas e filmes de menor orçamento, em espanhol, tem sido outra das suas imagens de marca, sendo que é nos filmes na sua língua materna que demonstra maior autenticidade e maestria. A comprovar este facto temos El Espinazo del Diablo e El Laberinto del Fauno, excelentes exemplos do que de melhor se pode esperar deste género.

Em Pacific Rim, del Toro volta à carga, cinco anos depois Hellboy II: The Golden Army, assumindo novamente a cadeira de realizador, com um orçamento que foi o maior a que teve acesso. A liberdade orçamental deu assim espaço para produzir uma megalomania repleta de efeitos especiais e cenas de ação inacreditáveis. A nível visual estamos perante algo extraordinário que nos deixa boquiabertos com o avanço que o CGI teve nos últimos anos. Mas há algo que deixa um tanto ou quanto a desejar e que se afasta do âmago do trabalho de del Toro. O mexicano é um contador de histórias exímio, mas parece que com o crescente acesso ao dinheiro descura cada vez mais o poder de uma boa narrativa. Não é tanto que Pacific Rim tenha uma má história (está a anos luz de Transformers nesse campo, para melhor), mas sente-se falta de uma narrativa mais trabalhada e forte, como tão bem o realizador nos tem habituado noutras obras suas.